domingo, 11 de julho de 2010

Chateada com a minha/nossa impotência diante do inevitável destino que a vida nos escancara. E mais ainda por ter mãos atadas perante a solitude solicitada... logo eu, que escolhi a cura como profissão por querer sempre levar saude, alegria, paz e bem aqueles que precisam. A condição de expectadora do sofrimento alheio é angustiante.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

No presente

É preciso abandonar a condição de morto respirador... afinal, qualquer dia, a vida te tira o ar.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

De colo a colo

e o professor de ortopedia filosofou:

¨Nascemos pelo colo do útero. Morremos pelo colo do fêmur.¨

sábado, 22 de maio de 2010

Ponto de vista

No serviço de pé do ambulatório de ortopedia:

M.J.S, 62a, encaminhada pela reumatologia por dor crônica decorrente de pé plano e comprometimento de articulações metatarsofalangianas com diagnóstico prévio de artrite reumatóide

paciente: - doutor, o pé dói demais... fica difícil andar
médico: - qual medicação a senhora toma para a artrite?
paciente: - Ahhh, doutor! Aqueles remédios não servem pra nada. Nem sei quais tenho tomado. Mas tem um de 5mg que eu parei por conta própria
médico: - sei, e a senhora tem comprometimento da mão também?
paciente: - não, doutor! A mão é boa, só perdi 2 nervos! (mostrando a mão em garra!)

E nessa tragicomédia cotidiana, me recordo de Sr. Neco! (http://desbride.blogspot.com/2008/11/um-pouco-do-povo-da-floresta.html)

domingo, 9 de maio de 2010

sábado, 24 de abril de 2010

Laços em vidas (ou vidas em laços) - Parte III: a ligação

A relação, faca de dois gumes. Transcendência? Iluminação? Pobreza? Obscuridade? Equilíbrio? Solicitude? Nada? Afinal, quais são as palavras de ordem? O nada pode ser apenas o vazio, como pode ser uma imensa plenitude. ¨Mente vazia é a oficina do Diabo¨diriam os ocidentais; ¨Somente no vazio, somente no nada surge a devoção¨ diriam os orientais. Buscam o equilíbrio, o caminho do meio... mas, são Yin-yang ás avessas! Lacuna ou possibilidade? Mera questão de relatividade. Como é o vasto aos olhos do rapazYin? O faz se sentir pequeno? A moçYang se sente grande, fluida e quieta? Ela não pode estar sempre errada. Ele não pode estar sempre certo. Ambos, elo que se sustenta na não-materialidade, oceano infinito de possibilidades eternas. Compaixão transbordante? Nem o tempo dirá.

segunda-feira, 19 de abril de 2010